sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Quando o coração silencia é sinal que está magoado. Ele sabe viver os momentos, adora guardar os segredos. Às vezes perde alguns em suas gavetas antigas, mas é por estarem guardados como se fossem tesouros, ocultos das malhas dos dias que negam sua magia e acham que podem trazê-los à luz das coisas comuns. E tentam roubar sua história e devassar seus motivos. Não respeitam sua intimidade nem reconhecem seu valor. É que ele, insistente, quase sempre fala demais. Avisa, aconselha, celebra, aprova, acusa, condena incomoda... Ele pensa que entende de tudo, parece ter sempre algo a dizer. Acredita que sua verdade irá ser ouvida sem se questionar. Esquece que a razão, dona de um governo paralelo, é muito mais cautelosa e, às vezes, aconselha melhor. Então, quando um dia, por fim, ele se aquieta é sinal que está muito cansado, que seus argumentos falharam, sua vontade foi abalada e ele agora precisa parar... © Todos os direitos reservados A Voz do Coração

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© Todos os direitos reservadosSó um Sonho

Sonhei que o dia era escuro como a noite.
A vida era só o hoje
e as pessoas não falavam.
O tempo era preguiçoso
e o vento era vivo.
As construções não tinham paredes,
mas ninguém ligava.
As flores não tinham cor,
as músicas não tinham beleza,
as crianças não eram felizes,
mas ninguém ligava.
Os sentimentos eram livres,
as pessoas, não.
Os risos não tinham som
e a saudade não existia.
A vida era real,
as pessoas, não.
As luzes eram poucas
e as dores eram fracas.
Os espelhos não refletiam,
as lembranças não voltavam
e os enganos eram perdoados.
E nesse equilíbrio desastrado
encontravam-se paz e solidão.
As pessoas eram felizes,
meu sonho,não.
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Quis saber qual era o sabor da manhã e acordei antes do dia. Queria conhecer a luz do sol, mas esqueci de abrir a janela. Parei para ouvir as pessoas, no entanto não prestei atenção nas minhas próprias palavras. Quando pensei em me isolar, vi que já estava só. Quis entender meus sonhos, mas não conseguia dormir. Conhecia o caminho e mesmo assim estava perdida. Tentei voltar, só que ainda não tinha partido... Procurei conservar a alegria e vi que meu sorriso já não obedecia. Perdoei os defeitos dos outros e enfrentei os meus. Busquei o amor pela vida e percebi que já era muito apaixonada. Quando, enfim, encontrei a paz que eu queria sabia o quanto tive que lutar por ela. © Todos os direitos reservadosMinha Busca

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Não espere que a noite caia para ficar pensando em mim. Não procure só na memória pelos momentos passados, pois os sentimentos vivos andam por trilhas sem fim, e seguem no encalço certeiro dos corações conquistados. Não deixe que o dia passe e as coisas fiquem por dizer. Não vá colorir pensamentos só com as cores da ilusão. O amor de verdade é urgente e tem pressa de entender dessa magia constante que nos toma o coração. Procure, então, pelas ruas, pelas frestas das paredes. Procure naquela música que gostamos de cantar. Busque em todos os cantos, nas varandas e nas redes, e até nas gavetas do armário da nossa sala de estar. E não espere que o tempo finja que não percebe que a vida se esconde dele, tentando fazer durar pra sempre as cores de sonhos do amor que nos recebe. E eu estarei sempre aqui... ou onde você procurar. © Todos os direitos reservados Procure-me

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de vozes inimigas. Trégua forçada pelo cansaço. Emoções contidas: agressividade sob controle. Silêncio cauteloso de momentos delicados. Sabedoria transformada em atitude. Emoções preservadas: curiosidade sob controle. Silêncio paciente de dias incertos. Pensamento convertido em oração. Emoções sufocadas: ansiedade sob controle. Silêncio amargo de causas perdidas. Planos desfeitos no percurso. Emoções conturbadas: contrariedade sob controle. Silêncio sagrado de encontro apaixonado. Palavras substituídas pelo afeto. Emoções à flor da pele: felicidade sob controle. © Todos os direitos reservados Silêncio

Silêncio desconcertante
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Viajarão no tempo minhas lembranças de agora. Em via de mão dupla irão circular os pensamentos, copiando os momentos da vida, agindo em segredo. O farol invisível da memória poderá localizar aquilo que a vontade escolher. E cada promessa ou conquista terá a sua vez. Lembranças de bons momentos, de pessoas queridas, de pequenas vitórias ou de grandes conquistas... São lembranças coloridas e leves que flutuam com desenvoltura. Devolvem a alegria que passou com o tempo. Lembranças dos momentos de dor são pensamentos de pedra que se arrastam, pesados e duros, arranhando o caminho de sua passagem, ferindo mais uma vez. Memórias de momentos difíceis, de batalhas perdidas ou de sonhos desfeitos. Caminhos trocados, pessoas injustas, sorrisos negados. Há os pensamentos que têm a duração de segundos, as certezas que duram dias... E memórias que são para a vida inteira. © Todos os direitos reservadosLembranças

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Quem pode entender o coração? Ele decide tudo sozinho. Domina e se entrega com a mesma facilidade. E cria amarras tão fortes, apertadas, que às vezes chega a sangrar. Quem pode suportar a solidão? É um frio intenso, uma dor que nunca para. Um vazio que preenche todos os espaços. É a força que derruba os sonhos, aniquila o pensamento e, devagar, destrói por dentro. Quem pode viver sem ilusão? São viagens sagradas, perigosas, necessárias. São construções de mundos inteiros a serviço dos desejos. Inventando as próprias regras, escapando da mesmice do mundo, criando oportunidades, conquistando aquilo que na verdade não se tem. Se as dúvidas incomodam é porque é chegada a hora de saber. E não se pode chegar às descobertas sem passar pelas incertezas que exploram a inocência de quem só quer aprender... © Todos os direitos reservados Dúvidas

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