sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Entre Desejos (Dueto com Gilberto Brandão Marcon)


Caminha pelo mundo das minhas ilusões.

Recria-se constantemente, provocando desejos.

Produz o quadro que quer, é dona da cena.

É juíza, e assim aprisiona e libera quando quer.

(Gilberto)



Conquista meus desejos, conhece minha alma.

Faz mágicas sem truques, surpreende o coração.

Aproxima e afasta os medos, protege os sentidos,

descobre minhas fraquezas e mais forte me faz.

(Roberta)



São imagens que confundem e seduzem,

e as emoções se fazem vasilhas de sentimentos.

E estes se organizam em versos vivos,

produzindo textos que confessam o que nunca foi.

(Gilberto)



Conta histórias que não foram vividas,

lembra momentos que não existiram.

Inventa outros mundos, veste fantasias,

sonha e me faz sonhar, num universo de emoções.

(Roberta)



E então a fuga que quer antes ter o encontro,

a vontade de distância que faz mais próximo.

E a ausência que de tão vazia a tudo preenche.

Não cabe rir, muito menos chorar, nada cabe.

(Gilberto)



Desperta o que tenho de melhor em mim.

Reinventa meus caminhos, realiza minha imaginação.

Viaja comigo no tempo e no espaço,

passageiros conscientes de um mundo criado por nós.

(Roberta)

Roberta Marcon e Gilberto Brandão Marcon

© Todos os direitos reservados



Noturno (Dueto com Gilberto Brandão Marcon)

Noturno (Dueto com Gilberto Brandão Marcon)

Como que duas belas luas,

um belo par de olhos.

Duas jóias, dois brilhantes,

olhar que é intensa chama.

(Gilberto)


Convite ao amor e a sonhar.

Caminho em brasa,

viagem de perigos e delícias.

Luz que revela sem mostrar.

(Roberta)


Fogueira, sentimentos incandescentes.

São os tons quentes das emoções carmins.

São dedos que atuam como pincéis

ao tocarem a face, ao desenharem o perfil.

(Gilberto)


É o toque do olhar, a arte de sentir.

É esculpir com os desejos,

criar todos os traços, entender cada detalhe,

tingindo as sensações, colorindo as faces.

(Roberta)


O relevo de cada rosto, a fisionomia.

Um retratar através do toque das epidermes.

Voam para longe do momento presente,

planam no espaço particular dos sentidos.

(Gilberto)


Lugar secreto de encontro e mistério,

esconderijo necessário, fantasia real.

Tempo inventado no calor da emoção

para ser refúgio de corações apaixonados.

(Roberta)


São versos de poesia unindo as notas musicais,

é sinfonia de sentimentos a desprezar a razão.

(Gilberto)


Regidos pela vontade de ser feliz,

conduzidos pela promessa de paz.

(Roberta)


Roberta Marcon e Gilberto Brandão Marcon

© Todos os direitos reservados



quarta-feira, 21 de outubro de 2009


Fim do Dia

Fim do Dia

O horizonte interrompe o sol

que exibe-se ao meio

no fim da tarde.

O ar morno espalha aromas

que lembram distâncias,

que simbolizam prazeres.

O coração se enche de paz

e distrai um pouco os pensamentos.

As pessoas desaceleram seu ritmo,

seus horários, sua urgência.

Guardam seus problemas,

escondem suas preocupações

e adiam seus medos.

É hora de parar.

E toda a agitação do dia

dá lugar a movimentos mais lentos.

Pode-se notar no ar

uma expectativa inconsciente

e coletiva de que

as coisas poderão

se resolver depois.

O fim do dia é sempre

momento de reflexão.

É quase inevitável a sensação

de que algo chega ao fim.

E, nesse momento,

a poesia inesperada tem lugar

no coração de quem ama a vida.


Roberta Marcon

© Todos os direitos reservados



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